Denoto uma urgência.
Brusca,
como a ponta de um lápis imprime o seu cinzento.
Empunhando a arma de carvão,
ainda incandescente,
o imperador do que ardeu.
Extensão lânguida,
à janela
trilhada pelo sentimento sem fim,
vivendo a decrepitude
induzida pelo quente caos -
entardece.
Que das cinzas florescam os nenúfares!
dita o desespero,
raiva destroçada por personificar.
Sereis o candeeiro ténue
harmonizado com a melancolia,
sossego a reatar o rastilho da criação.
Fervilho menos.
Exproprio a dôr e a ânsia,
revolvendo refúgios escassos,
vocábulos dispersos,
a falsa vastidão de nenhures.
Escassos trechos de amizade
perpetuam-se, repetindo,
na imaginação da inquietude,
enquanto me desencontro de vós,
enquanto me procuro enternecer de esboços.
Um,
almejo a renovação,
velha fénix encostada numa esquina
esperando em silêncio.
Uma metáfora indestrinçável,
esta realidade.
Escôo as últimas gotas rubras
para a taça de que sorvo
o conceito de antídoto.